quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Genoino pode voltar à Câmara


Também retornam à Câmara os petistas José Genoíno (SP) e Margarida Salomão (MG)

Os deputados Carlinhos Almeida (PT-SP) e Gilmar Machado (PT-MG) foram eleitos para as prefeituras de São José dos Campos (SP) e Uberlândia (MG), respectivamente, e deixam seus mandatos parlamentares no final de dezembro. Eles assumem o novo cargo no dia 1º de janeiro de 2013.
As vagas dos petistas devem ser ocupadas pelo ex-deputado José Genoino (2º suplente) e Maria Margarida Martins Salomão (1ª suplente).
A bancada do PT na Câmara, entretanto, deverá contar com mais um deputado, em 2013: o ex-deputado e atual presidente da Fundação Perseu Abramo, Nilmário Miranda (MG). Ele deve assumir a vaga do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), eleito prefeito de Uberaba (MG), pela Coligação “Uberaba Merece Mais”.
As informações são da Secretaria Geral da Mesa da Câmara dos Deputados.

Nota do Partido dos Trabalhadores sobre a resistência do Povo Kaiowá de Mato Grosso do Sul

Portal do PT

O Partido dos Trabalhadores apoia a determinação dos indígenas Kaiowá, de resistir à tentativa de retirada de sua terra tradicional Pyelito Kue, em processo de regularização fundiária pelo Governo Federal.

A luta dos povos Guarani e Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, pela ocupação de suas terras tradicionais, é uma determinação legítima, que resiste a todo o tipo de violência, como assassinatos, suicídios, torturas, trabalho escravo e desnutrição.

É justo que a população indígena das etnias Guarani e Kaiowá de 45 mil pessoas confinadas em pequenas áreas na região do Cone Sul do Estado de Mato Grosso do Sul__ lute pela ocupação e pelo reconhecimento de seus territórios tradicionais.

Atendendo à reivindicação desses povos, o Governo Lula instituiu seis Grupos de Trabalho (GTs) em 2008, para a identificação e delimitação de terras guarani-kaiowá no Cone Sul de Mato Grosso do Sul.

O Aty Guasu (Grande Assembleia dos Povos Kaiowá e Guarani), realizado em julho deste ano, acordou com o Governo Federal novos prazos para entrega e aprovação dos estudos antropológicos de seus territórios.

O PT reafirma seu compromisso com a transformação das relações da sociedade e do Estado brasileiro com os povos indígenas, baseadas no respeito à sua autodeterminação e na demarcação de suas terras.

Neste sentido, o PT se solidariza com o povo Guarani-Kaiowá quanto à sua luta pela retomada de suas terras e a necessidade de se fazer cumprir os prazos acordados para o adequado encaminhamento do processo de regularização fundiária das suas terras tradicionais.

São Paulo, 30 de outubro de 2012


Rui Falcão
Presidente nacional do PT

Renato Simões
Secretário Nacional dos Movimentos Populares

terça-feira, 30 de outubro de 2012

São Paulo: Fernando Haddad diz que relação com governador tucano será republicana



Prefeito eleito de São Paulo diz que é preciso usar o imposto de maneira inteligente para que os empresários ajudem a organizar a cidade de maneira equilibrada


O prefeito eleito pelo PT em São Paulo, Fernando Haddad, concedeu na tarde desta segunda-feira (29) sua primeira entrevista coletiva após a eleição. Nela, com seu estilo ponderado e diplomático, falou do seu relacionamento com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), com o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e de algumas propostas de seu programa de governo, como a reforma urbana.

Sobre Alckmin, o novo prefeito da capital disse que em encontro que teve com ele há alguns anos em seu gabinete no Ministério da Educação, pareceu-lhe “uma pessoa sinceramente interessada em aproximar-se, buscar entendimento”. Nesta terça-feira (30) ocorre o primeiro encontro entre o prefeito eleito e o governador de São Paulo.
Haddad falou ainda como será seu relacionamento com setores da cidade que votaram em Serra. “Fizemos o modelo de governo para todos, e é isso que pretendo fazer, obviamente que com uma atenção aos que mais precisam do poder público”, disse.
Leia os principais trechos da entrevista do prefeito eleito
Reforma urbana
“Precisamos garantir mais moradia nos bairros onde há emprego, e mais emprego nos bairros-dormitório. Há uma extensa legislação a ser alterada, a começar do plano diretor, passando pelo Código de Obras, Lei de Zoneamento, o próprio sistema tributário municipal. Precisamos usar o imposto de maneira inteligente para os empresários nos ajudarem a organizar a cidade de maneira equilibrada, e isso é uma providência que precisamos aprovar no primeiro ano de gestão, porque é muito importante o valor e a força do recado das urnas. Precisamos fazer a reforma urbana que a cidade precisa. A rigor desde os anos 1970 a cidade está à espera dessa reforma urbana. É a primeira vez que a cidade discute o desenho urbano numa eleição.”
Estrutura de governo
“Na campanha defendi a criação da Secretaria das Mulheres e da subprefeitura de Sapopemba. Mas não descarto a possibilidade de outras mudanças que vamos analisar a partir da semana que vem. Aquilo que foi prometido na campanha será feito.”
Segurança e subprefeituras
“Fomos nós que criamos a secretaria de segurança. Ela foi desativada e depois reativada. Eu pretendo mantê-la, portanto. Ela terá um escopo novo. Pretendo reforçar o caráter comunitário, tanto da Guarda Civil quanto da Operação Delegada. Haverá uma abrangência delas, e sobretudo nesse momento em que vivemos uma sitiuação difícil em São Paulo, a atuação setorial dessas corporações sob comando do prefeito terá um impacto positivo nas comunidades que hoje vivem uma insegurança muito recorrente. Mas é uma ação complexa, não é uma ação envolvendo uma ação só com a presença física da polícia, mesmo que com caráter comunitário, mas também a ação social e de monitoramento, um conjunto de ações que vão trazer uma sensação de segurança maior. Queremos uma reconciliação de São Paulo com o Brasil, porque é essa reconciliação que vai permitir que a periferia se reconcilie com o centro. Posso assegurar que uma coisa tem muito a ver com a outra. Se soubermos aproveitar as oportunidades que os programas federais nos apresentam, vamos reduzir as desigualdades dentro da nossa cidade.”
“A presidenta Dilma me pediu pra me encontrar com o ministro Guido [Mantega, da Fazenda], de quem fui assessor no Planejamento, e estabelecer com ele uma dinâmica de trabalho e explorando todas as possibilidades de fortalecimento da parceria com o governo federal em São Paulo. Nós teremos efetivamente um tratamento de metrópole, estratégico para o desenvolvimento do país.
Diálogo com os eleitores do Serra e PSDB e setores refratários ao PT
“Nós crescemos em todos os bairros em 2012, independentemente da questão numérica. Inclusive, desde 2000 não crescíamos no centro, e fincamos uma bandeira na Santa Ifigênia. Pra mim é muito significativo, por razões históricas. Então a cidade está aberta ao diálogo. Fizemos o modelo de governo para todos, e é isso que pretendo fazer, obviamente que com uma atenção aos que mais precisam do poder público, mas também aos que dependem menos, porque têm uma agenda de cidadania: a questão ética, a ambiental, qualidade de vida, cenário urbano, do sentir-se seguro, da cidade como lugar de encontro, de conhecimento, de cultura, isso tudo está na agenda, e nosso plano de governo dialoga com esses setores.” 
Santa Ifigênia e Nova Luz
“Tenho muito apreço pela região central da cidade, porque além de trabalhar na rua 25 de março eu frequentava o Brás e o Bom Retiro com um mostruário debaixo do braço. E entendo que elas dão enorme contribuição para a cidade, atraindo turismo de negócios praticamente do Brasil inteiro e até da América Latina. Podemos fazer um bom trabalho com moradores e lojistas para requalificar essas regiões, inclusive de rede hoteleira, ônibus intermunicipais, fretados ou não, tudo isso precisa ser trabalhado. Pretendo ter uma interlocução muito direta com associações de moradores e lojistas para estabelecer um tratamento adequado.”
Morador de rua
“Vamos ter de recuperar uma parte de um trabalho que vinha sendo feito e foi interrompido em relação a uma abordagem intersetorial desse morador, um indivíduo com uma situação muito diferenciada. Precisamo acolher, e libertar, de certa maneira. Aí os programas federais vão ter um peso muito importante. Há muitos idosos de mais de 65 anos muito pobres que não estão cadastrados no programa Benefício de Prestação Continuada, que garante um salário mínimo a todo brasileiro nessa condição. Essa é apenas uma medida que pode ser tomada em benefício de alguns milhares de idosos que não sabem que têm esse benefício.”
Kassab, transição e participação na base aliada
“Tudo aquilo o que estava sendo discutido com a prefeitura na gestão Gilberto Kassab e de José Serra vamos dar continuidade. Não vamos renunciar a nenhum real da cidade porque é um direito do cidadão. Kassab está há longo tempo num movimento de aproximação com o PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Não sei no que vão resultar essas tratativas nesse momento pós-eleitoral com partidos próximos à presidenta Dilma. Vamos aguardar. Quanto aos vereadores do PSD, conheço alguns e sei que votariam em projetos importantes para a cidade.”
Encontro com Geraldo Alckmin
“Tenho a melhor expectativa em relação ao encontro com o governador. Tive a oportunidade de recebê-lo em meu gabinete no Ministério da Educação, quando ele era secretário do então governador José Serra. E eu vi uma pessoa sinceramente interessada em aproximar-se, buscar entendimento, buscar convergência. Ele esteve no meu gabinete com humildade e teve seu pedido atendido. Esse tipo de gesto, dele em primeiro lugar, e meu, deixa suas marcas de um espírito republicano. Não colocarei nenhum interesse acima do interesse público no diálogo com ele.”

Haddad visita Lula para agradecer apoio na campanha vitoriosa


Fernando Haddad, prefeito eleito de São Paulo, com o ex-presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert/IL)



Ex-presidente recebeu o futuro prefeito de São Paulo na tarde de ontem


O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, fez uma visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final da tarde desta segunda-feira (29), em São Paulo.


Haddad foi eleito prefeito da maior cidade brasileira no domingo (28) com mais de 56% votos válidos e derrotou o tucano José Serra. A vitória do ex-ministro da Educação nos governos de Lula e Dilma marca o retorno do PT à prefeitura paulistana após oito anos.


(Com informações do Facebook do ex-presidente Lula)

Rádio PT: Mercadante vê derrota da hegemonia do PSDB em São Paulo


O ministro da Educação Aloizio Mercadante afirmou nesta segunda-feira (29) que a vitória do PT em São Paulo e em outras cidades do interior paulista é uma derrota do projeto do PSDB que era hegemônico no Estado de São Paulo. Na capital paulista, diz o ministro, a possível derrota de Serra, classificado por Mercadante como principal quadro político tucano, foi expressiva e sinaliza o sentimento de desgaste do PSDB e mostra a qualidade do trabalho do PT que poderá ser reconhecida em 2014.

O ministro, no entanto, pregou cautela e humildade ao partido e militantes para as próximas eleições. Ainda sobre a potencial vitória de Fernando Haddad, Mercadante afirmou que o candidato é uma nova liderança do partido e com um belo currículo que inclui 10 anos de experiência administrativa nos governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff. O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, fez questão de ir até o Ministério da Educação, em Brasília, agradecer aos funcionários que chefiou durante sete anos. Ele foi ministro entre 2005 e 2012, quando se afastou justamente para disputar as eleições.

O ministro da Educação Aloizio Mercadante, afirmou estar muito otimista com as novas possibilidades de parceria com a cidade de São Paulo. Conforme Mercadante, finalmente o governo poderá fazer as creches que não foram construídas pela atu
al gestão.
(Ronaldo Berwanger - Rádio PT)

Cuba seguirá apostando por una emigración legal, ordenada y segura.



25 Octubre 2012 


Anuncian nuevas medidas migratorias adicionales a las ya informadas la
pasada semana, que benefician las relaciones de la Nación con sus
emigrados.
Los pasos adoptados no responden a presiones ni a imposiciones de
nadie. Responden a las genuinas aspiraciones y sentimientos profundos
de la nación cubana, incluidos aquellos cubanos que por una causa u otra residen en el exterior, y se adoptan a pesar de que Estados Unidos mantiene su obcecado afán de destruir a la Revolución Cubana.

Un programa especial transmitido por la Televisión Cubana la noche de este miércoles permitió profundizar en  numerosos detalles de la actualización de la política migratoria del país y conocer
nuevas medidas adoptadas en este campo, adicionales a las ya informadas la pasada semana.

Participaron en el mismo el Secretario del Consejo de Estado de la República de Cuba, Homero Acosta, la Ministra de Justicia, María Esther Reus, el Segundo Jefe de la Dirección de Inmigración y Extranjería del MININT, Coronel Lamberto Fraga, y la Subdirectora de Estados Unidos del MINREX, Johana Tablada.

Una decisión acorde al presente y al futuro previsible Al analizar las causas que llevaron a la adopción de importantes decisiones en el ámbito migratorio, el compañero Homero Acosta señaló que el trabajo que se ha llevado a cabo surgió a partir de la indicación del Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros, el General de Ejército Raúl Castro Ruz, de  estudiar integralmente la política migratoria vigente en el país, sus implicaciones en el orden interno y externo, ajustándolas a las condiciones en
que se desarrolla el país actualmente y en el futuro previsible, a tono con las transformaciones económicas que tienen lugar y de algún modo contribuir al fortalecimiento de la institucionalidad.

Un objetivo esencial en este estudio sería favorecer las relaciones con la emigración cubana, que con el decursar del tiempo ha cambiado sustancialmente de una eminentemente política en los años iniciales del proceso revolucionario a otra motivada por razones económicas, que en su gran mayoría mantiene una relación favorable con la Revolución y es contraria a la política de Estados Unidos contra
Cuba.

Precisó que este estudio se realizó inicialmente un levantamiento de todas las normas vigentes, desde la Ley de Migración de 1976, su reglamento, hasta el resto de las resoluciones y disposiciones de carácter administrativo, algunas de as cuales respondían a otro momento histórico.

Para esta labor, y atendiendo a la complejidad y las implicaciones que tenía para diversos organismos y en la sociedad en su conjunto, fue creada una comisión presidida por el vicepresidente del Consejo de Estado y Ministro del Interior, General de Cuerpo de Ejército Abelardo Colomé Ibarra.

Recordó que el compañero Raúl en las tres últimas sesiones de la Asamblea Nacional del Poder Popular abordó el tema. En agosto de 2011 hizo referencia al trabajo que en este sentido se llevaba a
cabo como parte de las medidas valoradas para reducir prohibiciones y regulaciones emitidas en legítima defensa ante las agresiones de los últimos 50 años.

En esa ocasión, en su intervención, subrayó —y cito— que “la flexibilización de la política migratoria tendrá en cuenta el derecho del Estado revolucionario de defenderse de los planes injerencistas y subversivos del gobierno norteamericano y sus aliados, y, al propio tiempo, se incluirán contramedidas
razonables para preservar el capital humano creado por la Revolución frente al robo de talentos que aplican los poderosos” —fin de la cita.

En diciembre de ese propio año 2011, el General de Ejército, ante el Parlamento, expresó —y vuelvo a citar— que se avanzaba en la reformulación y elaboración de normativas reguladoras en correspondencia con las condiciones del presente y el futuro previsible, y sostuvo la invariable voluntad
de introducir paulatinamente los cambios requeridos en esta compleja temática, sin dejar de valorar en toda su integralidad los efectos favorables y desfavorables de cada paso que demos.

En julio de 2012 ratificó —y cito— “la voluntad de la dirección del Partido y el Estado de acometer la reformulación de las normativas vigentes en esta esfera y proceder a su paulatina aplicación.

Homero Acosta precisó que las medidas aprobadas se han adoptado por decisión soberana del Estado cubano, no responden a presiones ni a imposiciones de nadie. Cuba no busca con ellas un certificado de buena conducta, responden, eso sí, a las genuinas aspiraciones y sentimientos profundos de la nación cubana, incluidos aquellos cubanos que por una causa u otra residen en el exterior, y se adoptan a pesar de que Estados Unidos mantiene su obcecado afán de destruir a la Revolución Cubana.No podemos sustraernos en el análisis de este tema de esta realidad, que condiciona en parte nuestra posición.

Estados Unidos mantiene vigente la Ley de Ajuste Cubano de 1966, que facilita de manera expedita la residencia de los cubanos que lleguen por cualquier vía a suelo norteamericano, y aplica, a su vez, la política de pies secos, pies mojados, con lo cual alienta una emigración ilegal e insegura y ha provocado numerosas pérdidas de vidas humanas.

El gobierno de Estados Unidos mantiene un programa para sustraer nuestros médicos, en particular aquellos que colaboran de un modo noble en otros países.


Ayres Brito no PIG

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, admitiu ao Correio que o julgamento da APN 470 poderá ir além do dia 18 de novembro, quando terá de deixar a Corte, por força da aposentadoria compulsória. 

Revelou ao mesmo jornal que não recebeu pedido para recolher os passaportes dos réus da Ação Penal 470/mensalão e classifica  de 'périplo' o  cálculo das  penas". 

Ao Correio e Globo disse esperar que o Supremo agilize esta parte do julgamento a partir da semana que vem. 

O Globo e Folha noticiam  que   José Genoíno quer  voltar à Câmara e  terá pena inferior à  de José Dirceu que  recebeu pedido de perdão do mesário que mandou o ministro-revisor Ricardo Lewandowski  abraçá-lo. 

Relata o Globo que, durante solenidade de filiação ao PT, a CUT fez ato de desagravo à  cúpula do partido, condenada pelo STF.

Mais no PIG

HADDAD/DILMA. O prefeito eleito Fernando Haddad (PT) acertou com a presidenta Dilma Rousseff a criação de um grupo para discutir a renegociação da dívida da prefeitura de São Paulo, de R$ 40 bilhões, para com a Uniãoinformam Folha, Valor, Globo  e Brasil Econômico. 

Ao agradecer o apoio da presidenta Dilma Rousseff, durante encontro no Palácio do Planalto, Haddad disse não considerar oposição sistemática o PSD do prefeito Gilberto Kassab que, por sua  vez, dará apoio incondicional a  Haddad, segundo assegura a Folha que  também noticia que o vereador Antonio Donato vai coordenar a transição em SP. 

Valor informa que o presidente nacional do PT, Rui Falcão, classifica de “muito bem-vindo” o apoio do PSD na provável reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014. 

Para o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia (PT-RS), o julgamento do mensalão trouxe prejuízos eleitorais para o PT, informam  Globo, Valor.

Segundo o Estadão e  Folha,  Haddad  quer  aprovar a reforma urbana  em 2013 com a ajuda do PSD, na concepção do programa de governo denominada de Arco  do Futuro. 

Globo  e Valor noticiam que ACM Neto, prefeito eleito de Salvador,  também quer  se aproximar da presidenta Dilma e do governador baiano  Jaques Wagner, enquanto o PSOL do Amapá se prepara para dialogar com o  senador José Sarney.

PIG's today

Para o Correio a presidenta Dilma Rousseff entregará um Ministério para o PMDB que tem como candidato  Gabriel Chalita e outro para o PSD de Gilberto Kassab que tem como indicado, diz o jornal,  Guilherme Afif Domingos.  

Globo observa que Reduto de Lula, Norte-Nordeste fortalece oposição, destacando que o PSDB/DEM elegeram os prefeitos  de Salvador, Aracaju, Maceió e Teresina, Manaus, Belém  e o Macapá que ficou com  o PSOL. 

Chama atenção para as alianças do PSB com os tucanos em Fortaleza, Recife  e Porto Velho. O governador Eduardo Campos disse ao mesmo jornal que vai usar o crescimento do PSB para defender os interesses do país. 

Globo e Estadão trazem declarações  de Aécio Neves dizendo que  a oposição não foi dizimada. 

Folha avalia que a onda oposicionista ganhou na maioria das 85 cidades e mudou a cara do poder nas maiores cidades do Brasil.  

No mesmo jornal, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, disse que os resultados das eleições de 2012 mostram o ex-presidente Lula como a pessoa mais influente aos olhos do eleitor. 

Estadão noticia que o senador  Aécio Neves entende que o PSDB derrotou o PT em MG e traz confissão do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) para quem houve "negligência política" do PSDB na disputa pela prefeitura paulistana. 

Estadão e Valor se reportam à  reunião da Executiva paulista do PT que,  ao fazer um balanço da eleição, afirma que o partido não está no banco dos réus e que a  vitória de Haddad é uma resposta do eleitorado ao cansado e conservador projeto tucano. 

À Folha o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), nega-se a falar de sucessão  presidencial  e ressalta fidelidade do PSB ao Palácio do Planalto

Brasil Econômico adianta que o PT se articula para reformar a prefeitura e  ampliar o apoio na Câmara de SP. Noticia  que Aécio Neves pode  ser   o nome da renovação tucana.

Análise: Como pode-se perceber o PIG procura minimizar sua derrota nas eleições deste ano com conjecturas, que se assemelham mais a vontades do que com a realidade.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A internet e as eleições



Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Essa ainda não foi a eleição da Internet”. Essa foi a avaliação de uma pessoa que trabalhou na campanha do candidato do PT em São Paulo. 
Ela tinha um ponto, e muito bem defendido, sobre uma estratégia que se mostrou vitoriosa, de levar Haddad ao segundo turno partindo de pífios 3%. 

Com todo respeito, eu respondi que ela estava totalmente enganada. Totalmente. A internet nunca foi tão decisiva. 


Só aqui no Diário, os posts políticos geram conversa, discussão — e voto, em última análise. Desde o artigo O Atentado Contra Serra, de 2010, tem sido assim. Nós tivemos também uma experiência incrível com o relato sobre Celso Russomanno, cuja repercussão espantosa teve um forte impacto sobre sua candidatura. Mas isso é só aqui.

Há outros sinais eloquentes. O mais visível é o dinheiro que se gasta. Os dois maiores e mais ricos partidos do Brasil, PT e PSDB, nunca investiram tanto em sites, aplicativos etc. Muito desse material acabou não indo ao ar por causa do encaminhamento da campanha.

No desespero, a equipe de Serra partiu para o chute na canela e o dedo no olho. A empresa Soda Virtual, sediada em João Pessoa (PB), recebeu 531 mil reais para a “criação e inclusão de páginas na internet”, segundo o registro no TRE.

Uma das barbaridades que perpetraram foi um blog chamado “Propostas Haddad 13”, com o mesmo padrão gráfico e logotipos da campanha petista. Ali estava dito que Haddad aumentaria a alíquota do IPTU, construiria 50 escolas de lata e recriaria a taxa do asfalto.

A Soda também criou uma “rede social” (www.souserra.com.br, fora do ar) e um game no Facebook, “Missão Impossível – Encontre uma Obra de Haddad em São Paulo”, suspenso por ordem da Justiça Eleitoral.

O dono da Soda, Huayna Batista Tejo, sumiu desde que a situação se complicou. Em sua página no Facebook, Huayna (para quem se interessa, o nome significa “jovem” no dialeto inca) deixou um recado: “Factoides são criados sempre nessa politica do nosso país e a corda arrebenta sempre pro lado mais fraco… Cabe à justiça investigar os reais responsáveis e indenizar quem não tem culpa no cartório. O maior interessado em esclarecer tudo o que foi publicado sou eu”.

Um amigo dele replicou: “Bom mesmo é ficar longe desses fdp!”

O efeito foi colateral: quem ainda tinha alguma dúvida sobre até onde Serra iria deixou de ter.

Nos Estados Unidos, um vídeo postado no YouTube está levantando um debate acalorado. A escritora e atriz Lena Dunham gravou depoimento declarando seu voto em Barack Obama e conclamando as jovens a fazer o mesmo — Obama e Mitt Romney disputam palmo a palmo essa fatia do eleitorado.

Lena é autora de um seriado da HBO chamado Girls, espécie de versão mais esperta, pós adolescente e sem peruagem de Sex And The City, com diálogos ocasionalmente brilhantes.

Ela sugere que a primeira vez das garotas seja com “um grande cara”, ou seja, Obama. Está se referindo ao primeiro voto, mas é óbvio que há uma conotação sexual.

Ela é simpática, gordinha, falante, inteligente. O vídeo bombou. E os conservadores voaram para cima das dobrinhas de seu pescoço.

A revista National Review classificou a declaração de Lena como “totalmente apropriada para o governo que pensa que tudo com que as mulheres se importam é controle de natalidade e aborto”.

A colunista de direita Ann Coulter, excelente frasista, bateu mais pesado: “Essa é a perfeita representação dois dois grupos que deveriam ser impedidos de votar: jovens e mulheres”.

O sucesso ou o fracasso do vídeo no YouTube de Lena Dunham podem ter um efeito nas eleições para presidente?

SIM.

Agora, seria engraçado imaginar esse vídeo feito pela coordenação do Serra. Quer dizer, melhor nem pensar nisso.