sexta-feira, 14 de junho de 2013

LABORATÓRIO DE REVOLUÇÃO A BASE DE CACETADA EM LOMBO ALHEIO


Já manifestei que acho os protestos contra aumento de passagem em SP e em qualquer outro lugar do Brasil um movimento legitimo, popular e que abre a discussão sobre a mobilidade urbana, onde se paga caro por serviços de péssima qualidade.

Já falei que defendo que o Prefeito Haddad seja o precursor de abrir o dialogo com os manifestantes

Já disse que a unica coisa que eu discordo do movimento é a insistir na tal da horizontalidade, onde ao mesmo tempo que ninguém dirige o movimento, todos o dirigem.

Para mim isso serve para que grupos de direita se sintam no direito de usarem o movimento para atender a sua agende de blindar o governador (responsável pela repressão ao movimento - e que também é responsável pela repressão a qualquer outro movimento popular reivindicatório - vide Pinheirinho, Crackolandia protestos de professores etc, etc e tal).

Já disse também essa horizontalidade serve para que grupos de extrema esquerda (que se parecem cada vez mais com grupos conservadores) usarem o movimento como LABORATÓRIO DE REVOLUÇÃO, o que considero ainda mais criminoso.

Criminoso pois usam oportunamente o desejo de melhorias legítimos da grande maioria do povo, não no intuito de resolver a questão, de se chegar num consenso, ou até a ganhar a causa, mas justamente o contrario, querem mesmo que não seja resolvido nada, para que tenham por ao menos algumas semanas um pouco de holofote, de discurso, nem se importando com o que pode acontecer com o povo que tá lá legitimamente lutando por algo.

Esse pessoal não mobiliza, não tem bandeiras legitimas e concretas.

Precisa se apossar de movimentos legítimos para fazer esses laboratórios de revolução com o couro alheio.

Aprendi desde cedo que a humanidade avança e retrocede, tem que ser inteligente para saber como capitalizar os avanços e amenizar as retrocessões.

Ao incentivar a quebra na sede do PT Nacional em e em hostilizar militantes do PT que se prontificaram a estar lado a lado com os manifestantes, e ao mesmo tempo não hostilizar pessoas com camisa dos EUA e bandeira pichada do Brasil. esses "revolucionários" capitalizam o que retrocede e amenizam, ou pior, inviabilizam os avanços.

Espero que isso não venha a ocorrer, mas se uma fatalidade ocorrer, se um cadáver aparecer, nós sabemos a quem culpar.

O governo nazista do estado de SP e sua histórica repressão a todos e quaisquer movimentos sociais e populares e a extrema esquerda que não quer perder a bandeira fácil para fazer suas experiencias pseudo revolucionárias à base de cacetada em lombo alheio.



PROTESTO EM SP: Policial quebra vidro de sua viatura



Clique no link pra ver policial quebra vidro de sua viatura pra justificar a pancadaria...

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras...

E nesse caso as táticas de Goebells das mil mentiras que se tornam verdades caem por terra...

Viva a inclusão digital

PS. Não consegui publicar o vídeo.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

PCO: Uma grata surpresa - Enfim um pouco de racionalidade na extrema esquerda
















Hoje (13/06) foi transmitido o programa eleitoral do PCO - Partido da Causa Operaria, houve muitas criticas ao governo do PT como seria previsível.

Confesso que pensei em desligar a TV, mas não o fiz para ver até onde iria chegar a a coisa.

Ainda bem que fiquei vendo até o final, pois tive a grata surpresa de ver o PCO condenando o julgamento do Mensalão no STF.

Parabéns PCO, vocês podem ter criticas ao governo e ao PT, é um direito, eu discordo de muitas delas, mas minha discordancia não tira a legitimidade de que vocês façam as suas criticas, mas tiveram a hombridade de reconhecer quem é o maior inimigo.

Ao contrario do PSOL  que até se alia aos conservadores de direita para viabilizar o discurso anti PT, não tendo nenhuma vergonha de defender o "voto útil no Serra" e do PSTU que defende os rebeldes da OTAN na Síria, o PCO deu uma demostração hoje que criticar e combater é uma coisa, fazer o jogo da direita é outra.


Perillo busca na justiça excluir da rede suas canalhices




O governador Marconi Perillo (PSDB) protocolou interpelações e notificação na Justiça contra o site Wikipedia e as redes sociais Facebook e Twitter. Ao primeiro, o governador solicita a correção de informações sobre sua biografia. O site traz tópicos como recebimento de propina; corrupção; envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira; agressão; nepotismo e turma exclusiva para curso de direito.



Já sobre as redes sociais, o governador fez interpelação para que os sites forneçam a identidade dos autores de perfis que fazem ataques a ele. O advogado de Marconi, João Paulo Brzezinski, diz que a intenção é acionar judicialmente os responsáveis, daí os pedidos de dados.




O advogado afirma que o Wikipedia traz informações incorretas, como de indiciamento do governador no caso da Operação Monte Carlo e de processos que não existem. "São alusões que fogem da realidade. São erros elementares", diz. Ele afirma que a assessoria tentou a edição através do próprio site, que recebe informações de colaboradores, mas que mediadores não deram resposta nem fizeram mudanças no texto.

Brzezinski diz que foram anexados documentos que provam as informações incorretas. Se o Wikipedia não atender a notificação, o advogado afirma que o governador deve entrar com ação cominatória. "Estamos dando uma chance para que corrijam amigavelmente."

Questionado sobre as dificuldades de identificar os autores de perfis, o advogado disse que cabe à equipe primeiramente solicitar aos sites as informações, e que, após as respostas, vai avaliar o próximo passo.


quarta-feira, 12 de junho de 2013

PSTU e PSOL é uma bosta... É a esquerda que a direita gosta




Me lembro da manifestação contra FHC sua política Neo-Liberal que ocorreu em 97 ou 98 em Brasília que reuniu centenas de milhares de pessoas vindas do Brasil todo à Esplanada dos Ministérios.

Não ocorreu incidente nenhum durante o evento, até a chegada de um carro de som do PSTU, incitando os manifestantes a quebrar geral.

Quando o bicho chegou, bomba de gás, cavalaria, tropa de choque e brucutu descendo a lenha indiscriminadamente no povo os "líderes" que se auto intitulam de vanguarda do PSTU saíram de mansinho, provavelmente foram discutir a "revolução" fazendo a avaliação do protesto em algum boteco da capital federal, enquanto a polícia descia o porrete no povo.

É assim que essa cambada de oportunistas, que não mobilizam ninguém, que de tão na esquerda se aproximam mais da direita, agem.

Agora pegam o movimento pelo passe livre e o utilizam para atender sua agenda equivocada, na sua cruzada insana contra o PT.

Olha ter divergências de encaminhamento é legitimo, ter posições contrarias é legitimo, mas "esquecer" qual é o verdadeiro inimigo nessa joça toda é de uma desonestidade intelectual e política que chega a dar pena.

Lenin ja dizia com razão: "O esquerdismo é a doença infantil do comunismo", mas esses pseudo-revolucionários deviam estar tomando uma cerva n'algum canto da cidade ao invés de analisar o que Lenin quis dizer...

Imbecis, a palava de ordem que a gente dizia na gozação hoje, mais do que nunca fazem um sentido danado:

O PSTU (COM SEU FILHO PSOL) É UMA BOSTA, É A ESQUERDA QUE A DIREITA GOSTA!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

OAB diz que Promotor Rogério Zagallo cometeu crime

O promotor Rogério Zagallo conversa com jornalistas durante o julgamento do estudante Gil Rugai, em fevereiro de 2013 
no: Uol


O promotor Rogério Zagallo, da 5ª Vara do Júri de São Paulo, terá sua conduta investigada pela Corregedoria-Geral do Ministério Público e pela Procuradoria-Geral de Justiça após incitar a violência contra manifestantes do Movimento Passe Livre em seu perfil do Facebook. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do MP nesta segunda-feira (10).


Conforme a assessoria, a Corregedoria-Geral instaurou "reclamação disciplinar para apuração dos fatos atribuídos ao promotor de Justiça Rogério Leão Zagallo, relativos a comentários nas redes sociais."

 
Na noite de sexta-feira (7), Zagallo postou o seguinte comentário: "Estou há duas horas tentando voltar para casa, mas tem um bando de bugios revoltados parando a Faria Lima e a Marginal Pinheiros. Por favor alguém pode avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial".


"Confirmada a autenticidade do comentário, a Procuradoria-Geral de Justiça apreciará o mérito da manifestação e avaliará se há providências a serem adotadas em sua esfera de atribuições. No tocante ao aspecto disciplinar, cabe à Corregedoria-Geral do Ministério Público avaliar as providências pertinentes", informou o MP em nota, sem detalhar que tipo de providências seriam tomadas.


Para o presidente da comissão de Segurança Pública da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), Arles Gonçalves Júnior, o comentário foi "infeliz", e o promotor "incitou a violência, o que é crime". "As autoridades fazem um trabalho enorme para evitar excessos por parte da tropa, e o promotor faz um comentário infeliz como esse", afirmou Arles.


Após a polêmica, Zagallo divulgou nota no qual se desculpa pelo comentário e afirma que no momento falou como cidadão, e não promotor.


"Entendo como lícita e válida toda forma de protesto, debate e discussão sobre temas que estão na pauta da administração...o Movimento Passe Livre exercitou seu legítimo direito", escreveu ontem em seu perfil.


No final da tarde, o Centro Acadêmico João Mendes Júnior, da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde Zagallo leciona, divulgou nota em que lamentou e criticou as manifestações do promotor --as quais, salientou o texto, "demonstram a incapacidade na compreensão da realidade político-social do nosso país".


"Muito nos entristece que a nossa faculdade ainda seja frequentada por posicionamentos limitados e injustificáveis para quem exerce a nobre função de professor. Esperamos que o momento seja utilizado para refletirmos sobre que tipo de sociedade que queremos viver e lutar", complementa a nota do centro acadêmico, que informa ainda que pedirá à Diretoria da Faculdade de Direito "que abra procedimento interno para averiguar o caso."

Avisem aos pastores: mentira é pecado

saiu no: Pragmatismo Político

Viral nas redes sociais, foto atribuída à manifestação evangélica organizada por Silas Malafaia em Brasília é de outro evento

imagem evangélicos falsa
Imagem divulgada por evangélicos não é de evento realizado por Silas Malafaia em Brasília na última semana.


Manifestação pacífica de cristãos em Brasília……Em defesa da família tradicional e liberdade de expressão religiosa! Não importa se as grandes emissoras não quiseram mostrar….. O povo de Deus é forte! Compartilhem amigos!
Acompanhada do texto acima, essa foto (ao lado) tem sido bastante compartilhada por evangélicos no Facebook como “prova” da parcialidade e descaso da mídia. Esse tipo de divulgação sempre acirra os ânimos e institui um clima de guerra infelizmente bem comum ultimamente entre os súditos do Príncipe da Paz. Vejam alguns comentários:
Não tem pra ninguem… O Povo de Deus é Maior pq ele é MAIOR!
ISSO A MIDIA NÃO MOSTRA NÉ? POR QUE SERA HEM?????
VEJA O QUE A MÍDIA NÃO MOSTROU MAIS SAIBA QUE O POVO DE DEUS FEZ A DIFERENÇA.
Caps Lock a parte, o problema é outro: a imagem NÃO é da marcha convocada por Silas Malafaia que aconteceu na semana passada. Trata-se de uma foto de Beto Barata (Agência Estado) da festa de aniversário de Brasilia em 2008 (ver aqui), evento que reuniu em torno de 1 milhão de pessoas.
Segundo a Polícia Militar, a manifestação evangélica reuniu 40 mil pessoas. Para os organizadores, havia 100 mil. Fotos podem ser vistas em galerias no G1 e no UOL, entre outros.

Yes, we SCAN

Foto: Segundo o New York Times as empresas Google, Microsoft, Yahoo, Facebook, AOL, Apple e Paltalk mentiram ao negar que ajudaram o governo dos Estados Unidos da América a investigar pessoas de todo o mundo pela internet.

Dentre as grandes empresas apenas o Twitter se negou a colaborar com o governo espião estadunidense.

As grandes empresas foram legalmente requisitadas a compartilhar seus dados com base na Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira – FISA, mas além de cumprirem a lei FACILITARAM o trabalho do governo em obter dados, O QUE NÃO É PREVISTO EM LEI.

Google e Facebook estudavam proposta de criar uma versão digital dos escritórios nos quais as empresas guardariam informações sigilosas e forneceriam para o governo norte-americano.

A matéria, enfim, mostra que essas companhias eram um braço das agências de espionagem dos EUA.

O pior é que o presidente Barack Obama defendeu o programa de espionagem dizendo que não seriam os “americanos” (estadunidenses) que seriam investigados, mas sim o “resto” do mundo.

http://ow.ly/lRwRG

Segundo o New York Times as empresas Google, Microsoft, Yahoo, Facebook, AOL, Apple e Paltalk mentiram ao negar que ajudaram o governo dos Estados Unidos da América a investigar pessoas de todo o mundo pela internet.

Dentre as grandes empresas apenas o Twitter se negou a colaborar com o governo espião estadunidense.

As grandes empresas foram legalmente requisitadas a compartilhar seus dados com base na Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira – FISA, mas além de cumprirem a lei FACILITARAM o trabalho do governo em obter dados, O QUE NÃO É PREVISTO EM LEI.

Google e Facebook estudavam proposta de criar uma versão digital dos escritórios nos quais as empresas guardariam informações sigilosas e forneceriam para o governo norte-americano.

A matéria, enfim, mostra que essas companhias eram um braço das agências de espionagem dos EUA.

O pior é que o presidente Barack Obama defendeu o programa de espionagem dizendo que não seriam os “americanos” (estadunidenses) que seriam investigados, mas sim o “resto” do mundo.

http://ow.ly/lRwRG

Breno Altman: Livro não passa de uma fraude, da primeira à última linha


Jornalista Breno Altman disseca livro de repórter da revista Veja; aponta erros factuais, contradições e pressa; falta de checagem entre afirmações e fontes leva texto a envolver ex-ministro José Dirceu em situações das quais não há registro nenhum de sua participação; presença de Thaís Oyama, chefe do autor Otavio Cabral na revista, tanto na copidescagem do livro como no texto da capa de Veja que o anuncia mostra que “promiscuidade é irrelevante” para os padrões éticos da publicação semanal; “É um desrespeito ao leitor e ao código de defesa do consumidor”, diz resenhador; artigo exclusivo:

Livro não passa de uma fraude, da primeira à última linha.por Breno Altman*


O título é um petardo que coraria escritores mais tarimbados e talentosos. O jornalista Otávio Cabral, da equipe de “Veja”, não deixou por menos: “Dirceu, a biografia”. Um recorde incrível foi batido pelo autor, que deixaria humilhados biógrafos de maior fama: levou apenas seis meses para pesquisar e escrever “a” obra definitiva sobre personagem crucial da história política brasileira, cuja vida pública percorre quase cinquenta anos.

Patrocinado pela revista que paga seu salário, publicação notória pela isenção quando o assunto é José Dirceu, Cabral mereceu capa em edição desta semana, na lambuja de artigo assinado por Thaís Oyama, sua chefe imediata. A empreitada foi carimbada como “completa e surpreendente”.

A resenhadora, aliás, recebe derretidos agradecimentos, no próprio livro, por ter ajudado a “melhorar o texto” e tirar o escriba de “algumas enrascadas”. Mas essa aparente promiscuidade é um detalhe irrelevante para os elevados padrões éticos que vicejam na editora situada às margens do rio Pinheiros.

Tampouco tem importância a opinião do pretenso biógrafo, ainda que o grau de intoxicação vá bem além do admissível. Fernando Morais, renomado escritor de esquerda, fez da vida de Assis Chateaubriand, homem de direita, obra prima da biografia. Otávio Cabral, repórter a serviço da mídia fascistóide, porém, não escreveu sobre seu personagem, mas contra ele. Isso era de se esperar. A marca registrada dos jornalistas de “Veja”, afinal, com raríssimas exceções, é ostentar os mais aclamados prêmios no vale-tudo que tantaliza boa parte da imprensa tradicional.

Fundamental mesmo é que o livro não passa de uma fraude, da primeira à última linha. Uma enganação. Um desrespeito ao leitor e ao código de defesa do consumidor. O que a revista anuncia e o escritor promete não passam de propaganda enganosa e abusiva. Ambos sonegam informações relevantes, conduzem ao erro e prejudicam o conhecimento da verdade.

Para começo de conversa, Cabral simplesmente omite a lista dos entrevistados para a biografia. Ninguém sabe quem testemunhou ou declarou a maior parte dos fatos. O autor fala em 63 pessoas com quem teria encontrado na fase de pesquisas. Pouquíssimas são citadas nas notas de rodapé. Qualquer biografia que se preza registra as fontes de investigação.

A jornalista Mônica Bergamo, em post no Facebook, já desmentiu relato no qual se viu citada. Certamente não será a única. Fernando Morais, que não foi ouvido pelo autor, também repele como falsos os momentos nos quais é referido. Eu mesmo fui tratado, em determinada passagem, como “porta-voz de Dirceu para momentos delicados, como o sequestro de Abílio Diniz”. Não apenas é uma deslavada mentira, como Cabral, por quem aceitei ser entrevistado, jamais me perguntou a esse respeito.

A maior parte das passagens é mera republicação, às vezes literal, de reportagens da própria “Veja” ou de outros veículos, difundidas nas últimas décadas. O autor não se dá ao trabalho de cotejar informações e testemunhos, verificar fatos, refazer caminhos. Seu desempenho não vai além de um colegial que pesquisa algum tema no Google e copia acriticamente o que vê pela frente. Se o livro fosse um TCC – o Trabalho de Conclusão de Curso que as faculdades de jornalismo exigem de seus alunos, Cabral teria levado bomba.

Não vacila em agir com este despudor sequer ao recorrer a arquivos da ditadura militar. Documento assinado pelo delegado Alcides Cintra Bueno Filho, torturador de carteira registrada no DOPS paulista, relata que Dirceu teria sequestrado, em 1968, estudantes ligados ao Comando de Caça aos Comunistas (CCC). No texto sofrível de Cabral, é o que basta para ser apresentado como fato líquido e certo. E esse é apenas um exemplo.

Outro mais? Lá pelas tantas, o autor conta que Dirceu teria participado de uma ação, em 1972, que resultaria no assassinato de um sargento da Polícia Militar. A fonte? Relatórios do II Exército, que se referem a uma testemunha identificando o líder petista em um cartaz de procurados. A ditadura não abriu inquérito, a partir de prova tão frágil, mesmo José Dirceu sendo um homem marcado para morrer, mas o escrevinhador mandou bala. Não foi capaz, ao menos, de entrevistar um suposto sobrevivente daquela operação, José Carlos Giannini, apesar de citá-lo.

Um biógrafo de verdade, como Mário Magalhães, ao escrever sobre Carlos Marighella, comparou três fontes sobre cada episódio, no mínimo, antes de cravá-lo como verdadeiro. Não é à toa que levou dez anos para concluir sua obra sobre o comandante guerrilheiro. Esse método definitivamente não é o do jornalista de “Veja”. Além do recorta-e-cola de matérias antigas e textos policiais, apostou muitas de suas fichas em boatos sem origem indicada e em depoimentos de conhecidos desafetos do biografado. A ideia do contraditório e da acareação lhe é totalmente estranha.

Inúmeras das notas que chancelam determinadas informações apontam para “um assessor”, “um jornalista” ou “uma testemunha”. Sem nome ou sobrenome. Seria trágico se não fosse cômico. Um dos depoentes que dá a cara é o ex-petista Paulo de Tarso Venceslau. Amigo de Dirceu no movimento estudantil, depois dos anos 90 virou inimigo figadal. Mas seus relatos são tratados pelo autor como verdades cristalinas, sem qualquer contraponto. O resultado seria o mesmo se uma biografia de Fidel Castro fosse escrita principalmente a partir de entrevistas com cubanos da Florida ou se a história de Trotsky fosse contada pela direção soviética dos anos 30 e 40.

O pastiche se supera quando especula que havia suspeita sobre Dirceu ter sido o delator que teria levado às quedas e ao extermínio do Molipo, organização armada à qual pertencia. O próprio Cabral, no entanto, cita que os contemporâneos do biografado, alguns também sobreviventes do massacre, negam essa versão e prestam-lhe seguidas homenagens e manifestações de solidariedade. O autor se baseia em depoimento de um ex-coronel das Forças Armadas, envolvido em atividades repressivas, que não é corroborado por mais ninguém ou por qualquer documento. Pura patifaria.

Não consegue, a propósito, sequer dar ares de seriedade a suas invencionices. Profundamente ignorante sobre a história do país e da esquerda, confunde incontáveis dados, datas e personagens, além de se atrapalhar e cair em seguidas contradições. Paulo Vanucchi, citemos um caso, é apresentado como militante da ALN em um canto e do MEP n’outro, algo estapafúrdio, misturando organizações sem qualquer identidade entre si.

Identifica o Departamento América, organismo do Partido Comunista Cubano, como parte do serviço secreto. Destaca que Dirceu teria ficado na Casa do Protocolo, supostamente localizada em área periférica de Havana, quando há inúmeras casas de protocolo, como os cubanos chamam as residências para convidados estrangeiros, todas com endereço em um dos bairros mais nobres da cidade. E por aí vai. Cabral, diga-se, conseguiu escrever páginas e páginas sobre a estadia de seu personagem em Cuba sem ter pisado na ilha para ouvir testemunhas e pesquisar fontes primárias. Um assombro de arrivismo.

Para apimentar o enredo, deu espaço a todo tipo de fofoca sobre a vida pessoal do ex-ministro. Fez uma lambança sem tamanho, atribuindo situações e sentimentos, ainda que jamais tenha ouvido qualquer de suas ex-companheiras. Erra até datas de casamento e cria relações como um romancista de folhetim barato. No bom estilo inventa-e-foge, planta maliciosamente que o mulherengo infernal teria algum vínculo homossexual com o intelectual cubano Alfredo Guevara, para logo dizer que não era bem assim.

Sobre o chamado “mensalão”, então, Cabral faz um prato caprichado. Uma colada básica no relatório de Joaquim Barbosa, e está liquidada a fatura. Nem mesmo aproveita a loquacidade do advogado José Luiz de Oliveira e Lima, costumeiramente disponível a contar sobre bastidores de seu cliente, para investigar contraprovas da defesa ou analisar mais a fundo tanto os acontecimentos entre 2003-2005 quanto o julgamento de 2012. Preguiçosa e interesseiramente, adota sem pestanejar o ponto de vista de quem lhe assina o cheque de cada mês.

Os únicos leitores com os quais Cabral parece ter compromisso, a bem da verdade, são seus chefes na Veja. A estes entregou a mercadoria prometida: mais um libelo contra José Dirceu. Feito nas coxas, seguindo o manual para linchamento de reputações que faz sucesso entre seus pares, mandando às favas qualquer critério jornalístico ou rigor de pesquisa. Coisa de charlatão.

Ao distinto público, no entanto, está sendo oferecido gato por lebre. O livrinho é um estelionato editorial que lança mais luz sobre o autor e seus patrocinadores que sobre o biografado. Um bom caso para o Procon.

*Breno Altman é diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel

sexta-feira, 7 de junho de 2013

GDF EMPOSSA GRUPO DE TRABALHO DO CDES-DF

POSSE DOS MEMBROS DO GRUPO DE TRABALHO DO CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL DO DF - CDES-DF

Por determinação do Governador Agnelo Queiróz, ocorreu hoje (07 de junho), na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Distrito Federal (CDES-DF), ocorrida na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC), a criação do grupo de trabalho, (GT) que irá discutir estratégias conjuntas para o desenvolvimento do Distrito Federal e dos municípios do entorno.

Baseado na experiência exitosa do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo Federal (CDES), o GDF criou o CDES-DF, em 23/11/2011, com o objetivo de fortalecer a gestão democrática do governo em um espaço de debate de políticas públicas entre representantes do governo e representantes da sociedade brasiliense.

O CDES-DF tem como função, formular políticas públicas, debater propostas governamentais para o desenvolvimento econômico e social, elaborar estudos relativos ao desenvolvimento econômico e social, além de apresentar ao governo propostas e projetos a partir de seus debates internos.

Com o objetivo de elaborar políticas que beneficiem tanto o DF, quanto os 22 municípios do entorno o Governador e presidente do CDES-DF declarou durante o evento:

“Nós sabemos que o desenvolvimento do DF está condicionado ao da região metropolitana. Ao pesquisar a realidade dos municípios, teremos condições de formular propostas mais efetivas para mudar a realidade da região porque isso é um problema nosso também”.

Já o Secretário de Governo e Secretário-Executivo do CDES-DF, Gustavo Ponce de Leon, em relação ao convite dos municípios do entorno para este evento, declarou que “esse gesto de trazê-los para participar da formulação de políticas é simbolicamente importante, pois significa abrir o governo não só para a participação da sociedade no DF, mas também para representantes da sociedade das cidades do entorno”.


Posse


Nesta reunião foram empossados 13 novos conselheiros:


Movimentos Sociais


• Niro Roni Nobre Bairros;
• Francisco Dal Chiavon;
• José Olinto Neto;
• Carlos Eduardo de Freitas.


Personalidades:


• Debora Diniz;
• Ivan Marques de Toledo Camargo;
• Maria Cristina dos Anjos;
• Ricardo Spindola Mariz
• Vicente Correia Lima Net.


Setor empresarial:


• Cleber Roberto Pires.


Governo:


• Júlio Miragaya;
• Olgamir Amância;
• Sandro Torres Avelar.


Foi eleito também o novo Comitê Gestor composto por dois representantes de cada segmento da sociedade civil.

• Niro Roni Nobre;
• Francisco Caputo;
• Ulisses Riedel;
• Max Maciel;
• Élson Póvoa;
• Suely Maria.




Participação social


Niro Barrios, um dos conselheiros empossados hoje, que representa o seguimento de Movimento Social declara que:

“A participação da sociedade, em especial dos movimentos populares em um espaço destinado a discutir e encaminhar propostas que serão postas em pratica como políticas publicas governamentais para o desenvolvimento do DF e dos municípios do entorno, garante a defesa e a aplicação de propostas e pautas do movimento popular no Conselho”.

Ainda segundo Niro, “o movimento popular tem muitas experiências vitoriosas em aplicar políticas de geração de emprego e renda e de desenvolvimento econômico beneficiando parcelas significativas da população, e com certeza irá contribuir com o sucesso do CDES-DF”.